A NGK reforça a utilização das velas de ignição como meio de diagnóstico de falhas e perda de rendimento do motor do veículo.
Por meio de uma inspeção visual é possível identificar o acúmulo de contaminante nas velas que podem ser provenientes do combustível ou de aditivos não homologados. Além disso, outra vantagem que a remoção das velas garante é que por meio da análise visual podemos ter uma boa noção das condições internas da câmara de combustão.
Por ser a única peça de fácil remoção que possui contato direto com a área interna da câmara de combustão, a análise visual das velas pode identificar resíduos de carvão deixando a ponta ignífera coberta com uma substância de coloração preta, podendo ser seca (Foto 1) ou úmida (Foto 2),' ou ainda contaminação por silício (Foto 3), um material esbranquiçado e que não faz parte da composição dos combustíveis.

Nestas situações, a NGK recomenda a substituição imediata do jogo de velas de ignição e a verificação do sensor de oxigênio e do catalisador, que também podem ser afetados. É necessário também atentar-se ao combustível presente no tanque, que pode ainda conter o componente.
Um profissional atento poderá ainda identificar uma infiltração de água (Foto 4) na câmara de combustão ou uma queima inadequada de óleo do motor ou, ainda, encharcamento de combustível nas velas (Foto 5).

A NGK do Brasil disponibiliza um cartaz de diagnóstico que orienta o reparador na análise visual,
Óxido de ferro
A NGK constatou recentemente em diversas regiões do país a presença de óxido de ferro a na ponta ignífera das velas.
Após análise do material, foi confirmado que a origem do contaminante avermelhado foi o combustível (Foto 6). O material, quando depositado nas velas de ignição, causa a falha de ignição e, consequentemente, a perda de potência do veículo.

O ferro não é um dos componentes da gasolina produzida no Brasil, portanto sua presença no combustível pode ter ocorrido por um processo de contaminação ou com o uso de algum aditivo não homologado (o produto é conhecido por aumentar a octanagem do combustível).
Este contaminante já foi verificado anteriormente pela NGK do Japão, em países como China e Rússia. A NGK já possui pesquisas sobre os efeitos deste produto nas velas e verificou que em muitos casos, após pouco tempo do início de utilização do combustível ou aditivo contendo ferro, as velas de ignição já apresentavam acúmulo de resíduos causando dificuldades de partida, falhas de funcionamento em médias e altas-rotações, além de aumento do nível de emissões de poluentes e aumento considerável no consumo de combustível.
Durante análise visual da ponta ignífera das velas de ignição foram detectados sinais de fuga de corrente (flash over). Por ser condutor elétrico, a presença do óxido de ferro na ponta da vela provoca a perda de isolação, reduzindo a eficiência na queima do combustível. Como este contaminante possui um alto ponto de fusão, nem mesmo o funcionamento do motor é capaz de promover a auto limpeza das velas.
A presença deste componente na gasolina foi confirmada pela análise contratada pela NGK junto ao Centro Tecnológico de Controle de Qualidade, a Falcão Bauer. A NGK do Brasil já verificou, por meio de informações em seu SAC, efeitos do contaminante ferroso em veículos utilizados em diversos estados do país, como São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Fonte: Publicação da Oficina Brasil pagina nº 60 – Revista de junho 2013
Acrescento que no exame das velas devemos removê-las com o motor de frio para 'gelado'